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nov

Teoria e Técnicas de Massagem

   Posted by: claudio


A) Tecido Epitelial
O tecido epitelial pode ser classificado em membrana de revestimento e glandular. Os tecidos epiteliais são formados por células intimamente ligadas, formando uma barreira que recobre a superfície do corpo e o revestimento dos tubos e ductos que se comunicam com a superfície.
O tecido epitelial tem como principais funções: revestimento das superfícies, absorção, secreção e sensorial.
Com raras exceções, os vasos sanguíneos não penetram nos epitélios, não havendo contato direto das células com a parede dos vasos, sua nutrição geralmente é feita por difusão através da membrana basal, e sua inervação é constituída de terminações nervosas livres.
O epitélio pode ser classificado de acordo com o número de camadas (simples, estratificado ou pseudo-estratificado) ou quanto à forma (pavimentoso, cúbico e cilíndrico).
Os epitélios possuem uma vida limitada (tecidos lábeis), ocorrendo uma contínua renovação de suas células, graças a uma contínua atividade mitótica.


B) Sistema Tegumentar O tegumento recobre toda a superfície do corpo. Ele é constituído por uma porção epitelial (EPIDERME) e uma porção conjuntiva (DERME). Abaixo e em continuidade está a tela subcutânea (HIPODERME), que embora tenha a mesma origem e morfologia da derme, não faz parte da pele. Podem ser observados ainda, anexos cutâneos, completando assim o sistema tegumentar.
O sistema tegumentar tem como funções: Proteção, regulação da temperatura do organismo, excreção, sensibilidade tátil e produção de vitamina D.
1. PELE
A pele representa 12% de todo peso corporal seco, e é de longe o maior sistema de órgãos expostos no meio ambiente (células, glândulas sudoríparas,
músculos, terminações nervosas, vasos sanguíneos, receptores). Devido as suas dimensões, ela constitui o mais extenso órgão sensorial do corpo, para a percepção de estímulos táteis, térmicos e dolorosos. 70% do seu peso é constituído de água, o que corresponde a 20% de todo o conteúdo de água do organismo. Sua espessura gira em torno de 0,5 e 4 mm.
Composta de duas camadas principais, epiderme, mais superficial e a derme, mais profunda, que se ajustam entre si, formando as papilas dérmicas, isso ocorre devido à presença de reentrâncias e saliências dessas duas camadas que se embricam.
Dois tipos de músculos são encontrados na pele: músculos lisos ou involuntários: Eretores dos pêlos, da túnica da genitália externa e na auréola dos


mamilos. Os músculos eretores dos pêlos tem sua fibras originando-se no tecido conjuntivo da derme superior e inseridos no folículo piloso, abaixo das glândulas sebáceas. (ao se contraírem, tracionam o folículo piloso para uma posição vertical); e músculos estriados ou voluntários, temos: o Platisma (pele do pescoço) e os músculos da expressão (pele da face).
A cor da pele é determinada pela presença de alguns pigmentos, dos quais o mais importante é a melanina (pigmento escuro produzido pelos melanócitos). A diferença da cor da pele dentre os indivíduos é determinada pela quantidade de melanina produzida e sua distribuição, além da espessura da pele e do grau de irrigação sangüínea. Quanto maior o acúmulo de melanina, mais escura e mais protegida estará a pele (proteção contra raios ultravioletas).
Sua aparência depende de uma série de fatores: idade, sexo, clima, alimentação e estado de saúde. A quantidade de secreção que vai determinar se
apele é seca, gordurosa, mista e etc.
- Funções:
- Base dos receptores sensoriais (sentido do tato);
- Fonte organizadora e processadora de informações;
- Barreira entre o organismo e o meio ambiente;
- Fonte imunológica de hormônios para diferenciação de células protetoras;
- Proteção contra os efeitos da radiação (ultravioleta), traumas mecânicos e elétricos, materiais tóxicos e organismos estranhos (agentes químicos, físicos e biológicos);
- Regulação da pressão e do fluxo sanguíneo e linfático;
- Regulação da temperatura (película oferecendo uma grande superfície para dispersão de calor e evaporação);
- Permeabilidade relativa (queratina);
- Metabolismo e armazenamento de gordura;
- Reservatório de alimento e água;
- Importante na respiração;
- Síntese de compostos importantes como a vitamina D;


A pele à exposição solar, sofre um fenômeno biofísico que leva a um escurecimento rápido de parte da melanina existente, e numa segunda etapa, uma aceleração da síntese de melanina.
Hormônios do córtex adrenal agem sobre os melanócitos, em certas patologias dessa glândula, ocorrem mudanças de cor.
Substâncias como o mercúrio amoniacal, a hidroquinona e derivados, atuam inibindo a síntese de melanina, conseqüentemente, despigmentação,
por outro lado, substâncias como a diidroxiacetona, quando aplicadas à pele, reagem com as PTNs da camada de queratina, tornado-a escura.
Alguns tipos de pele: Endérmica: Superfície fina, lisa, flexível, lubrificada e suficientemente umedecida (comum em crianças); Gordurosa:
Aspecto de untuosidade e brilho (predomínio de secreção gordurosa); Seca: Opaca, áspera e com fina descamação por insuficiência de secreção
sebácea (comum em ruivos e nórdicos); Desidratada: É um tipo de pele seca onde é observado um embebimento aquoso inferior ao normal;
Hidratada: Aumento relativo do embebimento aquoso; Hiper hidratada: Situações patológicas como hipertiroidismo, hiper funcionamento suprarenal;
Mista: Associação de seborréia na zona “T” (testa, nariz e queixo), e de secura nas partes laterais.

- Epiderme:
Constituída por um epitélio estratificado pavimentoso queratinizado.
Tipicamente, não há vasos sangüíneos na epiderme. Suas células obtêm alimento através da difusão dos leitos capilares da derme. Este método é suficiente para nutrir as células mais próximas da derme, mas à medida que são empurradas para a superfície, por ausência de nutrição, elas morrem (a porção mais profunda da epiderme é constituída de células epiteliais que se proliferam continuamente para que seja mantido o seu número). A epiderme tem a espessura menor que 0,12 mm na maior parte do corpo, mas particularmente espessa e diferenciada na palma das mãos e dos pés (área sujeita à constante pressão e fricção). A contínua pressão em um determinado local causa o espessamento da epiderme, formando as chamadas calosidades. Camadas celulares:
- Camadas germinativas (basal): É a mais profunda. Responsável por gerar novas células (apresenta intensa atividade mitótica). É responsável pela constante
renovação da epiderme.
- Camada espinhosa: Importante função na manutenção da coesão das células da epiderme e, conseqüentemente, na resistência ao atrito.
- Camada granulosa: Formada por células que já estão em franca degeneração, cujos sinais são grânulos de queratina ou de melanina que estão no seu citoplasma.
- Camada lúcida: É a mais proeminente em áreas de pele espessa. Quando visível, tem o aspecto de uma linha clara, brilhante e homogênea.
- Camada córnea: A mais superficial. Consiste de vários planos de células mortas intimamente ligadas. Ao substituir seu citoplasma por queratina, passam a ser referidas como corneificadas. Formam uma cobertura ao redor de toda superfície do corpo e não só protegem o organismo contra invasão do meio externo, como ajudam a restringir a perda de água no organismo. As células mais superficiais são continuamente eliminadas com a abrasão, como, por exemplo, pelo atrito da pele com a roupa.
OBS: A pele seca observada em idosos se dá devido ao fato de seu extrato córneo estar funcionalmente deficiente (não retém água com eficiência).

- Derme:
É uma espessa camada de tecido conjuntivo sobre a qual se apóia a epiderme.
Ela é suprida por vasos sangüíneos, vasos linfáticos e nervos, contendo também glândulas especializadas e órgãos do sentido. A derme apresenta uma variação considerável de espessura, tendo em média 2mm.

Camadas celulares:
- Camada papilar: Constituída por tecido conjuntivo frouxo. Admitem alguns, que a função das papilas é aumentar a zona de contato derme-epiderme, trazendo maior resistência à pele.
- Camada reticular: Constituída por tecido conjuntivo denso com feixes de fibras colágenas, formando um arranjo semelhante a uma rede, e fibras elásticas, dando características de elasticidade à pele. Uma grande diferença entre as duas camadas diz respeito aos conteúdos dos capilares, sendo raros nesta camada.
OBS: Existem três tipos de lesões dérmicas importantes, que apresentam diferentes alterações: Estria atrófica, senilidade e cicatriz.

- Anexos da pele:
Na pele são observadas várias estruturas anexas: os pêlos, as unhas e as glândulas.
- Pêlos: Originam-se de uma invaginação da epiderme, o folículo piloso. Estão distribuídos por quase todo o corpo e geralmente dispostos em ângulo oblíquo em relação à superfície da pele. Em certas regiões, desempenham um papel de proteção e em outras, dificultam a dispersão de calor. Os folículos pilosos exibem atividade cíclica, o corte dos pêlos ou o barbear, não afeta a atividade cíclica dos folículos, e por isso, não têm efeito no crescimento do pêlo.
- Glândulas sebáceas: Com raras exceções, são encontradas em todas as regiões do corpo, em geral estão anexas ao pêlo. Situam-se na derme e sua excreção é uma mistura complexa de lipídios cuja função é a lubrificação da pele, além da ligeira ação bactericida.
- Glândulas sudoríparas: Encontram-se também em quase todo o corpo, sendo mais numerosas nos indivíduos de raça negra. A quantidade de suor (fluido de cloreto de sódio com traços de uréia, sulfatos e fosfatos) secretados dependem de fatores como a temperatura e a umidade do meio, da quantidade de atividade muscular, além de várias condições que causam fadiga.
- Unhas: A camada córnea e a camada lúcida são intensamente corneificadas, formando as unhas. A unha cresce a partir de uma matriz de células situadas junto a sua raiz, na proporção de 1mm por semana.
- Vasos e nervos:
Existem dois plexos arteriais que suprem a pele, um deles entre a derme e a hipoderme e o outro entre as camadas papilar e reticular, e três plexos venosos, dois na porção descrita para as aterias e um na região da derme.
As sensações cutâneas são capitadas por vários receptores especializados. Os receptores que captam a sensação de dor são as Terminações Nervosas Livres. As sensações táteis estão a cargo dos Corpúsculos de Paccini e Meissner e da rede de Fibras Nervosas; nas sensações de frio, intervém os corpúsculos de Krause e, na de calor, os de Ruffini.
2. HIPODERME:
Também conhecida como Tela subcutânea, Tecido subcutâneo ou Fáscia superficial. A hipoderme é o tecido sobre o qual a pele repousa. A hipoderme não faz parte da pele, mas é importante porque conecta a pele a fáscia dos músculos subjacentes, o que permite a contração muscular sem que a pele seja repuxada.
Constituída de tecido conjuntivo, a fáscia, (termo latim que significa “faixa” ou “bandagem”), no caso, superficial, é distribuída pelo corpo de forma contínua. Ela é freqüentemente comparada a uma malha de tricô, na qual um fio puxado em qualquer parte resultará na distorção em seu formato, em locais distantes do defeito inicial. A orientação das fibras do tecido conjuntivo segue as linhas de Langer (Clivagem), que são freqüentemente seguidas em incisões cirúrgicas, a fim de minimizar marcas deixadas pela cicatrização.
Dependendo da região e do grau de nutrição, pode ter uma camada variável de tecido adiposo, sendo nele que se deposita a maior parte dos lipídios nas pessoas obesas.
Além da função de reservatório energético, o tecido adiposo apresenta as seguintes funções: o isolamento térmico do organismo; responsável por modelar a superfície corporal; absorção de choques e como tecido de preenchimento e fixação dos órgãos.
A tela subcutânea compõe-se em geral de duas camadas: a mais superficial, chamada de areolar e mais profunda, a lamelar.


C. Sistema muscular:
- A estrutura muscular:
Filamentos contráteis realizam o trabalho muscular, eles são denominados Miofilamentos. Existem dois tipos básicos de miofilamento: Miosina (filamento grosso) e Actina (filamento fino). A miosina possui “cabeças” que se conectam a actina, fazendo “pontes” para realizar a contração. Essa estrutura apresenta uma aparência listrada (estriada), característica dos músculos esqueléticos. Vários desses filamentos formam um Sarcômero, que é considerada a unidade de contração em uma célula muscular. Uma fileira de sarcômeros aliados em seqüência forma uma Miofibrila (filamento muscular). Uma Célula/ fibra muscular é composta de várias miofibrilas. As fibras musculares estão agrupadas formando os Fascículos, onde por final, um conjunto de fascículos dá a forma ao Músculo.
Em nosso contexto, “envelopando” cada uma dessas estruturas, existe uma fáscia, chamada, fáscia profunda. Inclui a que recobre o músculo (epimísio), os fascículos dentro do músculo (perimísio) e as fibras musculares individuais (endomísio).
- Arquitetura muscular:
Corresponde na disposição das fibras em relação ao eixo de geração da força.
Este é um dos aspectos mais importantes da anatomia muscular para o massoterapeuta, por dois motivos:
- A disposição das fibras musculares determina a função cinesiológica do músculo ou de uma porção muscular específica;
- A direção das fibras em uma seção específica do músculo freqüentemente determina a direção e o tipo do trabalho que será realizado.
Os músculos se dividem em:
- Penados:
- Semipeniforme: As fibras localizam-se em um ângulo único em relação ao eixo de geração da força (Ex: vasto lateral e medial).
- Peniforme: as fibras se localizam em dois ângulos (Ex: reto-femural).
- Multipeniforme: As fibras se localizam em ângulos múltiplos (Ex: deltóide).
- Paralelos (longitudinal): As fibras são paralelas ao eixo de geração da força (Ex.: Bíceps braquial).
- Convergentes: As fibras, a partir de uma fixação ampla, convergem para uma fixação estreita, apresentando formato de leque (Ex: peitoral maior).
- Agonista e Antagonista:
Para praticamente todos os tecidos músculo esqueléticos, existe um tecido muscular correspondente que age em direção oposta.
O agonista é o músculo que está realizando o movimento específico e o antagonista é aquele que se opõe a essa ação. Um exemplo simples é o bíceps
braquial (flexor) e o tríceps braquial (extensor), na flexão e extensão do braço.
Quando o músculo contrai para flexionar uma articulação, ocorre a contração concêntrica. A contração de retorno realizada pelo agonista, (controlando o
movimento), chamamos de contração excêntrica. E quando há ação muscular, mas não há movimento, de contração isométrica.


Existe um equilíbrio de força entre os agonistas e antagonistas, sob circunstâncias normais. Quando os músculos estão fracos ou quando são excessivamente forçados ou lesionados, este equilíbrio é perturbado desestruturando toda a cadeia.
- Tender poits e Trigger points:
Ao examinar o paciente, é possível encontrar pontos no corpo que apresentam dor quando são pressionados, presumindo-se que não haja outra explicação para essa dor, como uma contusão ou lesão, eles são denominados tender points. Por outro lado, chamamos trigger point, quando encontramos um ponto-gatilho miofascial (formato de um nódulo), dentro de uma faixa rígida de tecido muscular extremamente dolorida, que refere ou irradia dor em um padrão característico. São produzidos por tensão muscular como sobrecarga, movimentos repetitivos ou alongamento excessivo repentino. No ponto-gatilho ativo, a dor é produzida espontaneamente, no latente, somente ao ser pressionado. É considerado primário, quando causado por tensão muscular e, satélite, quando secundário a um primário.
O termo liberação (release) é usado comumente pelos massoterapeutas, quando se observa que o nódulo diminui a resistência à palpação e conseqüentemente se extingui a dor.
MASSAGEM
HISTÓRICO E EVOLUÇÂO:
Durante milhares de anos, alguma forma de massagem, ou de superposição das mãos, tem sido utilizada com o objetivo de melhorar e aliviar os enfermos. Para os antigos médicos gregos e romanos, a massagem era um dos principais meios de aliviar a dor. No início do século V a.C., Hipócrates – o “pai da medicina” – escreveu:
“O médico deve ter experiência em muitas coisas, mas certamente deve ter habilidade na fricção… Porque a fricção pode unir uma junta que está com demasiada folga e afrouxar uma junta que está demasiadamente rígida”.
Plínio, o famoso naturalista romano, era regularmente submetido a fricções para aliviar sua asma; e Júlio César, que sofria de epilepsia, tinha seu corpo todo
submetido a beliscões para aliviar sua neuralgia e suas dores de cabeça. Depois da queda de Roma no século V d.C., houve pouco progresso, no âmbito das terapias; assim, coube aos árabes o estudo e o desenvolvimento dos ensinamentos do mundo clássico. Avicena, o filósofo e médico árabe que viveu no século XI, observou, em sua obra Cânone, que o objetivo da massagem era “a disposição das matérias estéreis ou esgotadas que se encontram nos músculos, e não são expelidas pelo exercício”.
Durante a idade média, na Europa pouco se falou da massagem. Mas essa arte foi revivida no século XVI, principalmente em decorrência da obra de Ambroise Paré, artrocirurgião da época, que foi considerado “o pai da massagem”. Depois, no início do século XIX, um sueco, de nome Per Henrik Ling, desenvolveu o que atualmente é conhecido como massagem sueca (massagem clássica), sintetizando seu sistema com base em seu conhecimento da ginástica e da fisiologia, e também das técnicas chinesa e egípcia, grega e romana. Em 1813 foi fundada em Estocolmo a primeira escola que oferecia massagem como parte do currículo, e desde então se alastraram por todo o continente europeu os institutos e as estações de banho que incluíam a massagem em seus programas. Este tipo de terapia foi continuamente praticado em clínicas especializadas e spa’s, durante o século XX, mas era considerado um luxo
disponível apenas para os ricos; não foi acatado como um procedimento terapêutico, até o ressurgimento gradual da massoterapia, nos últimos 30 a 40 anos.
Junto com a massoterapia, o termo trabalho corporal ou reeducação corporal passou a ser de uso comum. Ele surgiu de duas fontes principais: primeiro, o
psiquiatra Wilhelm Reich. Seu trabalho teve prosseguimento com Alexander Lowen, no sistema denominado bio-energética.
Posteriormente, Ida Rolf, desenvolveu um sistema que denominou integração estrutural, mas que acabou sendo chamado de Rolfing, em sua homenagem. A
abordagem de Rolf enfatiza a reestruturação da face. Nos últimos séculos, duas outras abordagens também contribuíram significativamente: a osteopatia e a
manipulação dos tecidos moles. Muitas práticas osteopáticas (manipulação das articulações e tecidos moles) foram incorporadas na massoterapia clínica.
Recentemente, foi explorado o fenômeno da dor referida dos pontos-gatilho.
Hoje, dentre os recursos terapêuticos mais utilizados na área dermato-funcional, a massagem se destaca pela grande variedade de técnicas, além de sua ampla aplicabilidade. O valor terapêutico da massagem foi novamente reconhecido, e essa arte continua a florescer em todo o mundo ocidental, tanto entre praticantes leigos como entre profissionais. No Oriente, as técnicas de massagem sempre foram mais valorizadas, e seu uso tem tido uma continuidade ininterrupta desde as eras mais remotas.
Portanto, em uma época em que muitas pessoas buscam algo além dos tradicionais tratamentos médicos, a fusão dessas múltiplas influências produziu o
campo da massoterapia clínica, que é um dos mais antigos, e ao mesmo tempo, um dos mais novos campos de atuação dentro das profissões da área de saúde.
LEGISLAÇÃO
No país, há cerca de 40 mil massoterapeutas, boa parte convive com o fantasma de, vez por outra, ser confundida com as pessoas que anunciam
massagens eróticas. Na tentativa de livrar-se de constrangimentos do gênero, os especialistas uniram-se em uma batalha: enviaram ao Congresso Nacional um projeto de lei que regulamenta a profissão. Com a legislação, pretendem estabelecer as diferenças entre todos aqueles tipos de terapias corporais que inflam o mercado, como shiatsu, ou quiropraxia. Mas o principal ponto do texto é mesmo uma luta semântica. Como a palavra “massagista” ganhou conotação pejorativa, os profissionais querem agora ser chamados de Técnico de Saúde Sub-área “massoterapeutas”. Acham que é uma nomenclatura mais respeitável. Ainda assim, a lei deve proibir o uso do título de massagista para quem não tiver registro.

NORMAS TÉCNICAS SETORIAIS VOLUNTÁRIAS
(SINTE – SINDICATO DOS TERAPEUTAS)
5. ELEMENTOS NORMATIVOS TÉCNICOS
5.1 Definições
5.1.7 RELAXAMENTO: Vários métodos são utilizados para a obtenção de uma relaxação muscular e psíquica, dentre eles a Massagem, a Musicoterapia, a Cromoterapia, a Cristaloterapia, a Acupuntura e a sugestão verbal. Ver, também, Vivências.
5.1.9 TERAPIA CORPORAL: uso de técnicas de toque, respiração, posturas e movimentos específicos, obtendo uma reestruturação corporal e, a partir daí, a conscientização e desbloqueio de conteúdos psíquicos traumáticos, a serem trabalhados verbalmente.
5.1.12 MASSOTERAPIA: toques aplicados pelo corpo obtendo relaxação, equilíbrio energético e, até mesmo, o aflorar de material psíquico reprimido. Existem
incontáveis técnicas, sendo as mais conhecidas o Tui-Na, o Shiatsu e o Do-In.
5.3.3 BOAS PRÁTICAS EM TERAPIA CORPORAL:
5.3.3.1 — Idade mínima do cliente para Terapia Corporal: 18 anos; excepcionalmente poderão ser aceitos clientes menores de idade, somente se houver
autorização escrita de pelo menos um dos pais ou responsável legal e o Terapeuta Holístico avaliar como adequada a maturidade emocional do candidato; a autorização deve permanecer guardada junto à ficha do cliente.
5.3.3.2 — Explicar o processo de Terapia Corporal com detalhes e certificar-se de que seu cliente compreendeu a proposta terapêutica, em especial, quanto ao fato de que será tocado, com o Terapeuta Holístico detectando seus limites, pudores e estabelecendo quais as técnicas corporais aplicáveis ao caso;
5.3.3.3 — O Terapeuta Holístico deve se adaptar aos pudores e limites de cada cliente, respeitando-os e ampliando-os de acordo com a necessidade técnica e com a conquista gradativa de confiança mútua;
5.3.3.3.1 — O consultório deve estar aparelhado para proporcionar temperatura ambiente adequada ao conforto da pessoa atendida, luz amena,
minimização de ruídos, bem como privacidade, inclusive do cliente para com o Terapeuta Holístico;
5.3.3.3.2 — O cliente deve ser inquirido pelo Terapeuta Holístico quanto ao uso de óleos, cremes, aromas e músicas, para que se tenha certeza de que
serão bem aceitos e de que estejam em conformidade com cada caso.
5.3.3.4 A Terapia Corporal aflora à consciência material psíquico reprimido, bem como catalisa a manifestação das emoções, daí ser essencial ao Terapeuta
Holístico aplicar ênfase ao Aconselhamento para que o cliente elabore o conteúdo vivenciado durante o processo de toque, conduzindo este ao autoconhecimento.
5.3.6 Constatação de Conformidade: O Terapeuta Holístico que voluntariamente se compromete ao cumprimento desta NTSV igualmente se coloca à disposição do SINTE Sindicato dos Terapeutas para que este averigúe a qualquer tempo o integral cumprimento da mesma, estando este compromisso firmado pela expedição da Certificação Técnica que a esta Norma se vincula e cuja validade pode ser suspensa ou revogada pelo órgão expedidor, em caso de comprovado descumprimento.
INADEQUAÇÃO DOS TERMOS “MASSAGEM” E “MASSAGISTA” NA TERAPIA HOLÍSTICA Se o profissional faz uso de técnicas corporais, jamais deverá chamar
este trabalho de “massagem”, não só pelo sentido pejorativo que a confusão com prostituição trouxe à palavra, como, também, pelo fato de que estaria sendo enquadrado dentro de alguns requisitos impossíveis de serem cumpridos, pois estaria  sujeito às seguintes diretrizes, dentre outras:

DECRETO-LEI 4.113 DE 14/02/1942.
Regula a Propaganda de Médico, Cirurgiões Dentistas, Parteiras, Massagistas, Enfermeiros, de Casas de Saúde e de Estabelecimentos Congêneres, e a de
Preparados Farmacêuticos.
Das Parteiras, dos Massagistas e Enfermeiros (artigos 2 e 3). ART.2 — é proibido às parteiras, aos massagistas e aos enfermeiros fazer referências
a tratamentos de doenças ou de estado mórbido de qualquer espécie.
ART.3 — As parteiras, os massagistas e os enfermeiros estão obrigados a mencionar em seus anúncios o nome, título profissional e local onde são encontrados.
LEI 3.968 DE 05/10/1961.
Dispõe sobre o Exercício da Profissão de Massagista, e dá outras Providências.
ART.1 — O exercício da profissão de Massagista só é permitido a quem possua certificado de habilitação expedido e registrado pelo Serviço Nacional de Fiscalização da
Medicina após aprovação, em exame, perante o mesmo órgão.
ART.2 — O massagista devidamente habilitado, poderá manter gabinete em seu próprio nome, obedecidas as seguintes normas:
1. a aplicação da massagem dependerá de prescrição médica, registrada a receita
em livro competente e arquivada no gabinete;
2. somente em casos de urgência, em que não seja encontrado o médico para a prescrição de que trata o item anterior, poderá ser esta dispensada;
3. será, somente, permitida a aplicação de massagem manual sendo vedado o uso de aparelhagem mecânica ou fisioterápica;
4. a propaganda dependerá de prévia aprovação da autoridade sanitária fiscalizadora.
DEFINIÇÃO


A palavra massagem data da antiguidade e pode ser derivada de diversas raízes de diferentes línguas, como o termo grego massein, que traduz como amassar, o termo hebraico massech ou o termo árabe mass, com significado de palpar. O termo francês masseur foi utilizado na língua inglesa com o significado atribuído aos praticantes de diferentes técnicas.
A massagem pode ser definida como uma compressão metódica e rítmica do corpo, ou parte dele, através do uso de diversas técnicas manuais que objetivam: promover o alívio do estresse ocasionando relaxamento, mobilizar estruturas variadas, aliviar a dor e diminuir o edema, prevenir deformidades e promover a independência funcional em um indivíduo que tenha um problema de saúde específico.
Existem diversos tipos de massagens derivadas de diversas técnicas e propostas por diversos autores, porém todas são derivadas de movimentos primários
que fazem parte da técnica denominada de massagem clássica.
Os movimentos básicos da massagem clássica são derivados principalmente de termos franceses: deslizamento ou alisamento, superficial ou profundo (effleurage), amassamento (petrissage), percussão (tapotment). Existem ainda outros movimentos conhecidos como a fricção e a vibração, ou ainda movimentos associados, além de outros mais específicos.

CONDIÇÕES PARA UMA MASSAGEM EFICIENTE
- Conhecimento da anatomia, histologia e fisiologia da pele e músculos;
- Conhecimento profundo das manobras a serem executadas, suas indicações e contra-indicações, direção, pressão, velocidade, ritmo, freqüência e duração das sessões;
- Conhecimento da patologia a ser tratada, possibilidade de utilização de lubrificantes;
- Posicionamento adequado do paciente e do terapeuta;
- A duração do tratamento deverá se estipulada levando-se em conta a patologia envolvida, a técnica a ser utilizada, o tamanho da área a tolerância do
indivíduo a ser manipulado;
- A freqüência do tratamento variará de acordo com a técnica, entretanto, a redução desta deve ser considerada de acordo com a melhora do quadro;
- Avaliação dos sinais e sintomas pós-tratamento.
PRINCÍPIOS DA MASSOTERAPIA CLÍNICA:
- O indivíduo é um organismo global: Tudo está interligado e relacionado. O terapeuta deve lembrar-se de que cada parte também deve ser vista do contexto do todo.
Por exemplo, um paciente com entorse de tornozelo, protege a perna lesionada, causando tensão nos músculos do quadril e da coluna lombar. O resultante desequilíbrio pode afetar os músculos cervicais, tratar apenas estes músculos não resolveria o problema.
- O tecido muscular encurtado pode não funcionar. O tecido muscular funciona pela contração e, portanto, não pode trabalhar se estiver encurtado.
- Os tecidos moles do corpo reagem ao toque. A dor miofascial é causada por um circuito de retroalimentação (feedback) neuromuscular, no qual a estimulação por meio do toque interrompe este processo restaurando a função normal.
A massoterapia clínica baseia-se firmemente nesses três princípios. O massoterapeuta clínico é aquele que trata os tecidos moles, persistentemente
encurtados e tenta restaurar sua função natural e indolor por meio do toque, sem deixar de considerar o paciente como um todo.
EFEITOS DA MASSAGEM:
A massagem exerce um efeito mecânico local devido à ação direta da pressão exercida no segmento massageado, e também uma ação reflexa, indireta, por
liberação de substancias vasoativas. Resumindo a massagem pode promover;
- relaxamento muscular global e local;
- alívio da dor;
- aumento da circulação sanguínea e linfática;
- aumento da perspiração;
- aumento da nutrição tecidual;
- aumento da secreção sebácea;
- remoção de células mortas e secreções das glândulas cutâneas;
- remoção de produtos catabólicos (histamina e acetilcolina);
- aumento da maleabilidade e extensibilidade tecidual;
- aumento da mobilidade articular;
- deslocamento, direcionamento e remoção de secreções pulmonares;
- estímulo de funções viscerais e autonômicas;
- auxílio na penetração de fármacos;
- efeito sobre cicatrizes, aderências.

NATUREZA DOS EFEITOS
- Efeito Calmante: Obtido através de manobras suaves, lentas e bastante repetidas. O que caracteriza o efeito calmante é sua extrema delicadeza.
- Efeito estimulante: Obtido pela rapidez dos movimentos com que é feita a massagem, abrangendo músculos, mantendo ou restaurando as suas propriedades fisiológicas, tais como: Contratilidade, Elasticidade e Coordenação.
- Efeito desintoxicante: Muito se assemelha ao efeito estimulante, porém é obtido através de manobras de profundidade, principalmente de compressão, determinando uma drenagem das fibras musculares, e mais rápido escoamento dos vasos sanguíneos e linfáticos. Muito utilizada na massagem desportiva, porque combate a fadiga muscular.
APLICAÇÕES DA MASSAGEM
O uso da massagem é determinado por suas indicações e contra-indicações.
Possuem uma regra geral, mas não são rígidas e restritivas, podendo diferir as opiniões. Por outro lado, algumas medidas de precaução são inquestionáveis. Para permitir que o terapeuta decida sobre a adequação da massagem, as seguintes questões devem ser abordadas:
1. A condição é aguda, subaguda ou crônica?
2. Qual é a finalidade da massagem – por exemplo, a melhora na circulação, o relaxamento ou remoção de toxinas?
3. Que regiões do corpo precisam ser trabalhadas? A massagem deve ser aplicada em determinada área ou deve ser sistêmica?
4. Que função orgânica ou sistema corporal a massagem influenciar?
5. Que técnicas de massagem podem ser aplicadas com segurança?
INDICAÇÕES
- presença de edema e hematoma;
- cicatrizes aderentes;
- tensão muscular;
- dor
- diminuição da amplitude de movimento
Diversos problemas encontram solução através da massoterapia: Calcificações articulares; contrações, espasmos, atonias e contorções musculares; luxações; edemas; debilidade sexual ou nervosa; distúrbios cardíacos, circulatórios, digestivos e intestinais; fadiga; obesidade; paralisia; reumatismo, gota, nevralgia e artrite; constipação; pré e pós cirúrgicos em estética; cicatrizes; gravidez normal; bebês; crianças; idosos e lesões em geral.

CONTRA-INDICAÇÕES
A razão para uma abordagem cautelosa em determinadas patologias é eliminar a possibilidade de exacerbá-la ou propagá-la para outros tecidos. Entretanto, na maioria dos casos em que há contra-indicações, a massagem deve ser evitada apenas nos tecidos ou regiões afetados. São algumas delas:
- tumores benignos ou malignos;
- distúrbios circulatórios (flebite, trombo-flebite);
- doenças de pele (eczema, acne, furúnculos, etc);
- feridas abertas e queimaduras recentes;
- hiperestesia da pele;
- gravidez (massagens abdominais profundas);
- processos infecciosos;
- fragilidade capilar;
- hemorragias;
- descalcificações graves e fraturas;
- febre alta;
- doenças mentais graves;
REAÇÕES AO TRATAMENTO
As reações variam. Enquanto uma pessoa pode apresentar uma resposta positiva em um curto período de tempo, outra, nas mesmas condições, talvez necessite de um tratamento muito mais longo. A diferença é inevitável e deve ser encarada como natural. Existe disparidade, também, nos efeitos físicos imediatos ao tratamento.
Apesar de, em geral, a massagem ser um conjunto agradável, algumas manobras são mais agradáveis que outras. Às vezes, uma sensação residual de leve dor permanece após o tratamento, o que invariavelmente decorre da super estimulação dos nervos sensoriais. Alguns clientes também relatam uma sensação de peso na cabeça ou a necessidade de assoar o nariz logo após o tratamento: ambos os sintomas são temporários e indicam que o corpo está eliminando toxinas. Não raro, a massagem no abdômen é seguida por defecação, e a massagem na linfa e nos rins, por micção:
são, portanto, reações esperadas.
Para que o tratamento se complete, o cliente deve estar informado sobre os resultados esperados da massagem e ser aconselhado quanto antes.

EFEITOS FISIOLÓGICOS DA MASSAGEM CLÁSSICA.
1) Circulatório – Efeito local:  velocidade do fluxo da temperatura e hiperemia da troca de substâncias
Efeito secundário:  irrigação periférica concentração de eritrócitos excreção renal
2) Neuromotor – Eliminação (+) rápida de substâncias residuais + Melhora da nutrição das miofibrilas + Eliminação de liquido intersticial =  excitabilidade e
contratibilidade (alívio à fadiga muscular).
Analgesia: Estimulação de mecanoceptores cutâneos bloqueando atransmissão e a percepção dos sinais nociceptivos ou dolorosos + efeitos psicológicos (toque) + efeito relaxante.
3) Metabólico –  da diurese e peristause Obs: Isoladamente, a massagem não tem efeitos sobre a obesidade generalizada ou depósitos de gordura, sendo ineficaz para a redução do peso.
4) Reflexo –  da atividade simpática
da pressão sangüínea sistólica
da freqüência cardíaca
da atividade das glândulas sudoríparas
da temperatura periférica e corporal
da freqüência respiratória
MECÂNICA CORPORAL
- Utilizar o peso do corpo e não a força muscular para exercer uma manobra (exaustão, pressão desigual).
- Manter as articulações de forma com que o peso seja transmitido numa linha retilínea.
- Manter a escápula voltada para baixo.
- Apoiar sempre que possível a parte do corpo que exercendo a pressão (aumenta a pressão e estabiliza a articulação).
- Utilizar sempre os músculos maiores e mais fortes para exercer força, estabilização e movimento (pernas).
- Utilizar a mão secundária com consciência.

FERRAMENTAS CORPÓRES DO TERAPEUTA
1) Palma da mão – Realizam compressões, preensões em áreas amplas.
2) Dedos – Os movimentos dos dedos são capazes de promover diversas manobras (amassamentos, fricções, deslizamentos).
3) Eminência tênar e hipotênar – Compressões amplas (grandes grupos musculares e áreas ósseas).
4) Mão fechada – Também indicadas para compressões amplas (falanges proximais ou articulações interfalangianas proximais).
5) Articulação dos dedos – Alternativas às pontas dos dedos, evitando o esforço constante (articulações interfalagianas ou nós dos dedos indicador e médio).
6) Ponta dos dedos – Compressão fixa ou deslizante. Ideal para áreas delimitadas e pequenas (pontos gatilhos). Áreas exclusivas: face, pescoço, axila, abdome, virilha e regiões internas.
7) Cotovelo – Principalmente o olecrano (ulna). Observações: exerce muita pressão e tem menor sensibilidade que os dedos.
8) Antebraço – Região ulnar. Oferece boa compressão deslizante e profunda.
Ideal para músculos longos e retos.
9) Estruturas associadas
MÓVEIS E UTENSÍLIOS
- Mesas: Portáteis com alturas ajustáveis; fixas; elétricas (mecânicas ou pneumáticas); cadeiras ergonômicas.
- Drapejamento: Cobertura das partes do corpo não examinadas ou tratadas com toalhas brancas, lençóis, batas, jalecos ou aventais.
- Higienização: Uso do álcool 70%, com “perféx” descartável para uma assepsia corporal antes do atendimento. O “perféx” é dividido ao meio, sendo usado
metade para cada dimídio corporal. Iniciando pelos membros superiores e terminando nos pés.
- Capas protetoras: Capas de pano branco para maca com cordão de fixação (lavável a cada atendimento) ou capas descartáveis, evitando o contato do
paciente.
OBS: não utilizar capas plásticas.
- Materiais para manobras: cremes, géis.
Obs: Não utilizar as mãos para pegar o produto, colocar o produto com a espátula numa cubeta e ir pegando aos poucos, da cubeta.
- Massagem com equipamentos: Existem no mercado diversos tipos de equipamentos: vibradores, garras, aparelhos de sucção, rodas, bolinhas.
- Vestuário do profissional: Uso do branco (assepsia e superioridade), jalecos de manga curta ou longa dobrada, evitando que suje no contato com as mãos;
cabelos presos de preferência de touca; maquiagem leve; sem uso de acessório nos dedos e punhos; calçado fechado e baixo (tênis).

MANOBRAS BÁSICAS:
1) Deslizamento superficial (DS) – Movimentos deslizantes leves, suaves e rítmicos, com pressão quase imperceptível e uniforme, com diferentes direções em grandes superfícies.
Principal efeito: Sedação neuromuscular (Via reflexa)

Outros efeitos: Relaxamento, vasodilatação periférica (liberação de substâncias vasoativas), auxílio na regeneração tecidual.
Obs: Deve-se iniciar e finalizar a massoterapia pelo DS (aumenta o limiar de sensibilidade, tornando mais agradável as manobras subseqüentes.
2) Deslizamento profundo (DP) – Movimentos com pressão suficiente para causar efeitos mecânicos e reflexos (não deve ser excessiva para evitar mecanismos de reflexos de defesa).
A direção da manobras segue o sentido da drenagem venosa e linfática.
Efeitos mecânicos: aumento da circulação, nutrição e drenagem de líquidos tissulares.
Obs: Atua fundamentalmente sobre a pele e hipoderme.
3) Amassamento – Mobilização do tecido muscular. Compressões alternadas e intermitentes no sentido das fibras.
Efeitos Mecânicos:  Circulação da musculatura, libera aderências, elimina resíduos metabólicos, a nutrição muscular.
Obs: Deve-se evitar o pinsamento dos tecidos superficiais.
4) Fricção – Movimentos circulares ou transversais (zigue-zague) c/ ritmo e velocidade uniforme e pressão suficiente para mobilizar o tecido superficial do
profundo. Perpendicular às fibras.
Efeito Mecânico: Liberação e prevenção de aderências nas traves fibróticas (Pós traumatismos).
5) Vibração – Impulso vibratório à área tratada. Técnica de difícil execução devido a dificuldade em manter o tecido a uma freqüência constante.
Efeito – da hiperexcitação nervosa 6) Percussão – Golpes manuais utilizando-se a borda ulnar, a mão espalmada, em concha a fechada com uma curta freqüência.


Efeito – Vibração de secreções (tapotagem)
7) Pressão – Uma ou duas mãos segurando uma área do corpo
- Simples: Aquece e conforta
- Intencional: Sugere mudança de decúbito (pressão suave no sentido da mudança)
- Com Pressões variadas: A parte do corpo é segura e a pressão (suave compressão) é exercida com diferentes partes da mão.
8) Compressão – Pressão perpendicular à superfície muscular, contra estruturas subjacentes. Pode-se firme ou leve, com a mão inteira, com o polegar, com a ponta  do dedo ou com o cotovelo.
Obs: A pressão é mantida até o terapeuta sentir a liberação ou o paciente sentir diminuição da dor.
9) Palpação / Compressão por pinsamento – Indicados para músculos superficiais(Ex: ECOM, Peitoral >, Trapézio superior). Pinsar o tecido entre o polegar e a ponta dos primeiros dedos e mobilizar.
10) Alongamento Passivo – Afastamento dos pontos de fixação do músculo.
Indicado ao final do tratamento, após a liberação dos pontos gatilhos ou para quadros de diminuição de arco de movimento.
Obs: O alongamento deve ser lento e respeitando o ADM.
11) Outras manobras – Movimento de antimassagem (palpação sensível); manobra digital e palmo-digital; “nudilhagem’ simples e composta; “peliscos”; “tornilho”; deslizamento miofascial (orla); manobras vertebrais; mobilizações articulares, ósseas e musculares.