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29
jan

Mini-Curso de Teclado

   Posted by: claudio   in Mini-Curso Básico de Teclado

Guia
de introdução para Teclado

Introdução:

Salve,
Salve Companheiros das Teclas….

Bem, permitam-me primeiramente apresentar-me. Meu nome é Júnior, e a convite do Marcus a partir de hoje estarei disponibilizando nesse portal um curso básico de teclado, onde tentarei passar pra vocês um pouco do que aprendi nos meus cerca de 14 anos ligados à música, como estudante, musico profissional e professor.

O Marcus também ira me ajudar a fim de que possamos tornar as informações aqui as mais úteis possíveis pra vocês internautas que freqüentam este portal e que
desejam mergulhar no mundo dos teclados. Apenas gostaria de ressaltar que só esse curso não basta, é necessário muita dedicação e empenho para que ele surta
efeito, e se possível o acompanhamento de um professor ou uma escola, visto que aqui estaremos abordando apenas o básico do instrumento.
Mas, vamos então ao que interessa.

 

Capítulo 1: Conhecendo o Teclado

Tenho
percebido que muitos iniciantes encontram como principal dificuldade logo de imediato a escolha do equipamento correto, dado à imensidade de marcas e
modelos existentes no mercado. Assim vamos começar por explicar um pouco as diferenças de equipamentos para que você possa chegar a conclusão de qual deve ser o de sua escolha.


Primeiramente:

Teclado não é igual a Piano e nem Órgão. Já perdi a conta de quantas vezes na minha vida eu ouvi a exclamação: Que legal, você toca Órgão! Isso se da porque
as pessoas em geral acham que o Piano, o Teclado e o Órgão são a mesma coisa, o que não é.

Embora venham da família das teclas, o Piano é um instrumento de Cordas, o Órgão de Sopro e o Teclado é um instrumento Digital. Isso faz com que a forma
que eles sejam tocados seja completamente diferente, embora no Teclado existam sons de Piano, Órgão e uma infinidade de outros instrumentos.
Nos Teclados nós temos basicamente três variações. Os Infantis, os Amadores e os Profissionais, e dentro desses, dois Tipos, os Arranjadores e os
Sintetizadores.

Supondo que você embora seja um iniciante, não é mais criança, o ideal então para você será um Teclado Amador do Tipo Arranjador. Nessa faixa as duas
líderes no Mercado são a Yamaha com sua linha PSR, e a Casio com sua linha CTK, variando os modelos de R$ 250 à R$ 1800.

Cabe a você experimentar e chegar a conclusão de qual aquele que você gosta mais e que se encaixa no seu orçamento. Apenas seria importante que o
equipamento escolhido tivesse 61 teclas e se você gosta de informática e pretende num futuro acoplar seu teclado ao computador, que esse fosse GM
(General Midi) – embora você talvez não saiba o que é isso, confie em mim, você ainda vai usa-lo – que nós estaremos abordando mais sobre esse assunto posteriormente.

 

Esses teclados possuem Ritmos ou Styles, e também Timbres ou Songs. Nos Styles você encontrara alguns Ritmos como Baladas, Jazz, Samba, Salsa, Valsa e etc. Em média esses equipamentos possuem cerca de 100 Styles. Nos Songs você encontrara Timbres como Piano, Guitarra, Baixo, Violino, Bateria entre outros.

Em média esses equipamentos possuem 128 Songs. Mas vamos agora entender como as 7 notas musicais Do, Re, Mi, Fa, Sol, La, Si se encontram dispostas no teclado olhando a figura abaixo


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Teclas

 

Vimos
acima como as 7 notas musicais estão dispostas no teclado, a seqüência Do, Re, Mi, Fa, Sol, La, Si é repetida 5 vezes. Cada intervalo de Do a Si é chamado de Oitava, portanto um Teclado de 61 teclas possui 5 Oitavas, que começam com sons Graves e terminam com sons Agudos.


Nos teclados arranjadores as 2 primeiras oitavas são destinadas para uso dos Styles, e as demais 3 oitavas são destinadas para o uso dos Songs, isso se o
equipamento estiver operando no modo Single ou Fingered (Consulte o manual do seu teclado para maiores informações ou entre em contato conosco). Existem duas maneiras de identificarmos as teclas. Uma é tomando como base as teclas Pretas, ou acidentes. Ao olharmos as teclas pretas iremos identificar que elas possuem um intervalo de 2 e 3 teclas.

Assim, o Do será sempre a tecla branca que vem antes do Intervalo de 2 Pretas, o branca que vem antes do Intervalo de 2 Pretas, o Re vai ser a tecla branca
localizada entre o intervalo de 2 pretas e o Mi a tecla branca localizada após o intervalo de 2 prestas. Pronto, já identificamos 3 notas Do, Re e Mi. Agora
vamos as demais.

O Fá será a tecla branca localizada antes do intervalo de 3 teclas pretas, o Sol e Lá estarão entre o intervalo de 3 teclas pretas, em sua ordem respectiva
e o Si estará após o intervalo de 3 teclas pretas. Assim aprendemos a localizar todas as notas, mas existe outra maneira ainda, pelo formato das teclas,
atentem à figura abaixo.


Teclas

Re, Sol e Lá possuem formas diferenciadas. Já o Do e o Fá, possuem formas iguais, semelhantes a um L. E o Mi e Si, também, mas como se fosse um L invertido.

 

Agora que já sabemos identificar as teclas vamos numerar os dedos de nossa mão para fazermos um exercício.


Tanto na mão esquerda quanto na direita os dedos terão atribuídas a seguinte numeração:

Polegar = 1
Indicador = 2
Médio = 3
Anelar = 4
Mínimo = 5

Vamos executar agora um exercício.

Coloque seu dedo Mínimo (5) da mão esquerda no primeiro Dó do teclado. Vá com sua mão direita até o 3 º Dó do teclado, que será chamado Dó Central e coloque sobre esta tecla o Polegar (1) da mão direita, conforme a figura identificada abaixo:


Teclas

Agora execute o exercício conforme exemplificado na figura abaixo ,usando o dedo determinado para a tecla especificada, conforme a figura abaixo.

 

Teclas 

Procure
fazer primeiro a mão esquerda, depois a mão direita, e por fim juntar as duas.
Também não tenha pressa, nesse caso o velho ditado “A Pressa é inimiga da Perfeição” se mostra bem veraz. Faça lentamente e conforme for ganhando firmeza nos dedos vá aumento a velocidade do exercício gradativamente.

Ao fazer o exercício mantenha os dedos levemente dobrados, sobre as teclas e o  ulso erguido. É importante também executa-lo diariamente. Ah, e para sentir
melhor o exercício sugiro que o faça com o teclado operando no modo Normal usando o Song Piano, que normalmente é o 00 ou 01.

Ficamos assim então. No próximo capítulo estarei ensinando como identificar as notas numa partitura, e estaremos colocando a música Nona Sinfonia para você
tocar em casa, assim não deixe de nos visitar para pegar essas novidades e outras que este portal disponibiliza, e até lá, mãos a obra com os exercícios
propostos.

Capítulo 2: Ritmo, Melodia, Harmonia e
Andamento

Os Alicerces da Música

Bom, antes de iniciar o capitulo 2 do nosso Curso Básico, gostaria de agradecer as visitas ao Site e aos Emails enviados. Continuem nos visitando e enviando
Emails, afinal de contas, o que é uma artista sem seu publico…oh!!

Mas, brincadeiras à parte, espero que todos os interessados estejam se beneficiando ao má-ximo das informações que estou disponibilizando.
Gostaria apenas de ressaltar o que o meu amigo Rogério (bateria) sempre diz.
Empenho, Dedicação, Estudo…Estas são palavras fundamentais para que vocês possam atingir seus objetivos.


Ah, e outra coisa, todos os iniciantes tendem a ter um certo “gás” inicial, querem fazer logo os exercícios e musicas propostas, e isso apresenta um perigo muito grande, pois se pode aprender errado, e depois de se aprender errado fica muito difícil corrigir os defeitos. Por-tanto, Paciência! Tocar bem não é tocar Rápido e sim tocar Certo, agilidade se ganha com o tempo.

Tente imaginar uma bela casa, com lindos móveis e limpa. É uma sensação muito agradável entrar em um ambiente assim. No entanto pra que essa casa tenha
chegado a ficar assim foi necessário um fator principal, os alicerces, as colunas de sustentação.

Uma boa música também é assim. É muito agradável ouvir uma bela canção, mas pra que tal canção venha a se tornar bela é necessário que ela tenha suas colunas de sustentação bem estruturadas, o Ritmo, Melodia, Harmonia e o Andamento.
Vamos então definir esses alicer-ces.

Ritmo: É uma seqüência de sons em intervalos regulares.
Não devemos confundir Ritmo com Estilo. O Estilo é uma variação temática do Ritmo. O que determina um Estilo não é tanto o Ritmo, mas a Harmonia que ainda
iremos abordar. Pode-mos definir como alguns Estilos principais o Rock, O Samba, a Valsa, o Jazz e etc. Mas vol-tando a falar em Ritmo, podemos dividir o
Ritmo em Tempos, só pra citar os mais usados são 2, 3, 4, 6 e 8.

Melodia: É uma seqüência de sons em intervalos irregulares.
A Melodia caminha por entre o Ritmo. A Melodia normalmente é a parte mais destacada da Música, é a parte que fica a cargo do Cantor, ou de um instrumento
como Sax ou de um solo de Guitarra e etc. Sempre que ouvir um Solo – notas tocadas individualmente – você estará ouvindo uma Melodia.

Harmonia: É a junção de partes como um todo.
A junção do Ritmo, com a Melodia, e a de outros elementos formam a harmonia. É por meio da harmonia que podemos ter estilos musicais distintos. Embora o Ritmo não varie muito, os elementos melódicos e complementares são fundamentais para se criar Estilos distintos e harmoniosos.

Andamento: É a variação na velocidade da Harmonia, ou do resultado final das junções dos elementos Ritmo, Melodia e Complementares.
Algumas canções são bem lentas, como a canção If You Do No Me By Now, do conjunto Simple Red, com cerca de 80 batimentos por minuto, e outras são bem
rápidas, como a co-nhecida Brasileirinho com 150 batimentos por minuto.

Bem, agora que já conhecemos os elementos fundamentais para a criação de uma Música, vamos analisar como esses elementos podem ser transcritos de uma forma que pode haver uma comunicação correta entre Compositor ou Autor da Música e Intérprete.
Para isso vamos começar a estudar a forma de Transcrição Musical Universal Por Meio de Notas.


Capítulo 3: O Sistema de Notação Universal

Já vimos todas as propriedades da Música e do Som, agora chegou a hora de aprendermos a colocar a Música por escrito afim de que possamos transmitir
nossas criações e também executar peças dos artistas de nossa preferência.
Primeiramente vamos nos lembrar dos nomes da Sete notas musicais. São elas, Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si.

Agora vamos analisar a pauta musical, o conjunto de linhas que é usado para se transcrever as notas musicais. Veja a pauta musical padrão abaixo.

 

  

Pauta

 

Como vimos a Pauta ou Pentagrama é um conjunto de 5 linhas e 4 espaços agrupadas, po-dendo vir a ter linhas suplementares adicionadas. Embora na representação acima hajam apenas 5 linhas suplementares inferiores e superiores, esse número pode ser maior, visto a Pauta ou Pentagrama não ter inicio nem fim.

 

 

Também serão encontradas divisões na Pauta. Estes são chamados Compassos.
Vamos analisar agora como as Sete notas musicais estão dispostas na Pauta ou Pentagra-ma. Atente como no inicio da Pauta ou Pentagrama existe um símbolo, é
a Clave de Sol, existem outras Claves, são elas que determinam a posição das notas na Pauta ou Penta-grama. No nosso estudo analisaremos duas Claves, a de
Sol e a de Fá.

Vamos iniciar então aprendendo o sistema de notação musical na Clave de Sol.

Notação
Note que a Clave começa na 2 º Linha, é ali que está a nota Sol, se desejar continuar as no-tas é só seguir a ordem.

Vamos agora então executar uma musica, trata-se da canção Nona Sinfonia.

Vamos executa-la da seguinte forma:

Verifique as notas da musica na pauta musical.
Qualquer duvida olhe na figura acima e verifique a nota correta.
Os números que se encontrarão abaixo da nota referem-se aos dedos da mão direita que deverão ser usados.


Vamos tentar então
!


nona

Bom, é isso ai. Não se preocupe com o fato de que algumas notas estão pretas, outras brancas, algumas tem astes ligadas, outras não. Isso está relacionado
com uma matéria ainda a ser abordada.

O que importa é a posição delas na Pauta, ou seja, qual é a nota que deve ser tocada.

O Ponto de partida será o 3 º Mi do Teclado.


Mi
Capítulo 4: Acordes

Acorde por definição é uma junção de duas ou mais notas. Portanto, acorde são notas tocadas simultaneamente. Temos basicamente três tipos de acordes, que são:

Tríades:
Acordes formados por três notas. Entre estes estão os acordes básicos, Do – Re – Mi – Fá – Sol – La – Si, tanto Maiores, como Menores e também Sustenidos (#) e Bemois (b), além dos Diminutos, mas disso vamos falar depois.

Tétrades:
Acordes formados por quatro notas. Entre estes estão todas as tríades, acrescidas de um 4 nota, que pode ser por exemplo Sétima (7), Nona (9), Sétima
Maior (+7) e uma infinidade, que também abordaremos no futuro.

Tétrades
Acrescentadas: Acordes formados por cinco ou mais notas. Entres estes estão todas as tétrades, acrescidas de uma ou mias notas, como por exemplo, Sétima
Maior e Nona, ficaria +7, 9.

Os acordes possuem uma nomenclatura diferente das notas, onde para representa-los são usadas letras do alfabeto. A figura abaixo exemplifica a nomenclatura dos 7 primeiros acordes que iremos aprender.

 

  

Acordes

 

Capítulo 5: Figuras ou Valores

 

 

Nem todas as notas tem a mesma duração. Para representar as várias durações dos sons musicais as notas são escritas sob formas diferentes.

Essas diversas formadas das notas são chamadas figuras ou valores.

 

Essas são as figuras mais usadas:

A Semibreve vale 4 tempos                A Mínima Pontuada vale 3 tempos
Valor 1          Valor 2
A Mínima vale 2 tempos
A Semimínima vale 1 tempo

A Colcheia vale 1/2 tempo                    A Semicolcheia vale 1/4 tempo

A Fusa vale 1/8 tempo                         A   Semifusa vale 1/16 tempo
 Valor 7                     Valor 8

Valor 3 
Valor 4 

 Valor 5                     Valor 6

Essas figuras representam os sons; são chamadas valores ou ainda, figuras de som.

Já as pausas são figuras que indicam duração de silêncio entre os sons. Alguns tecladistas dão às pausas a denominação de figuras negativas ou valores
negativos. Nâo concordo.

As pausas têm função rítmica e função estética definidas no sentido musical.
Logo, não podem ser consideradas como figuras negativas, o que vem dar sentido de ausência de valor. A figura da pausa é, na construção musical, tão
importante e significativa quanto a figura do som.

Abaixo podemos ver um exemplo de Pausa. Essa seria considerada uma grande pausa já que aparecem contagens na partitura, equivalentes a um tempo.

Lembre-se que cada figura de som tem sua respectiva pausa que lhe corresponde ao tempo de duração.

Exemplo de uma Pausa com Número

Capítulo 5: Ligadura e Ponto de
Aumento/Diminuição

 

 


Ligadura
A ligadura é uma linha curva que se estiver colocada sobre ou sob dois ou mais sons da mesma entonação, indica que os sons ligados não devem ser repetidos; isto é, somente o primeiro som é emitido, os demais serão apenas uma prolongação do primeiro

 

  

Ligadura

 

Esta prolongação terá a duração das figuras ligadas

 

 

Exemplo 1

Quando a ligadura vem colocada por cima ou por baixo de sons da entoação diferente, seu efeito é meramente de execução instrumental ou vocal, determinando que entre o primeiro e o último som compreendidos dentro da ligadura não deve haver interrupção e sim, que tais sons se executam ligadamente (conforme abaixo)


Exemplo 2
 


Ponto de Aumento e Diminuição
Um ponto colocado à direita de uma figura serve para aumentar a metade do valor de duração dessa figura. E por isso chamado Ponto
de Aumento.

O ponto substitui a ligadura, que tem a função de somar o tempo de duas ou mais
notas.

Ponto de Aumento

Há casos em que a mínima pontuada está valendo uma mínima e mais uma semínima (metade da mínima, uma vez que o ponto serve para aumentar a metade do valor da figura. Logo, podemos dizer que as pausas também podem ser pontuadas.

Já o Ponto de Diminuição
vem colocado acima ou abaixo da nota .Por essa razão, o compasso quartenário se transforma em binário. O símbolo do compasso também muda. As colcheias, semicolcheias ,fusas e semifusas tem seu símbolo ligeiramente modificado, por estarem próximas uma das outras.

 

Ponto de Diminuição

Capítulo 6: Compassos


Generalidades

As figuras que representam o valor das notas têm duração indeterminada, isto é, não tem valor fixo.

Para que as figuras tenham um valor determinado na duração do som esse valor é previamente convencionado, e é a esse espaço de duração que se dá o nome de tempo.

Assim, se estabelecermos que a semínima tem a duração de 1 tempo, veremos que a mínima valerá 2 tempos, visto o seu valor ser o dobro do da semínima; a semibreve valerá 4 tempos, uma vez que precisamos de quatro semínimas para formar uma semibreve; a colcheia valerá apenas meio tempo, pois são precisas duas colcheias para a formação de uma semínima e assim por diante.

Podemos dizer com isso que os tempos são agrupados em porçoes iguais, de dois em dois, de três em três ou de qautro em quatro, constituindo unidades métricas as quais se dá o nome de compasso.

Lembre-se:

Os compassos de 2 tempos são chamados binários
Os compassos de 3 tempos são chamados ternários
Os compassos de 4 tempos são chamados quartenários

Cada grupo de tempos, isto é, cada compasso,
é separado do seguinte por uma linha vertical traves são.


Compasso
Na
terminação de um trecho musical usa-se colocar dois travessões denominados: travessão duplo (ou travessão dobrado) ou pausa final (se a terminação for absoluta, isto é na finalização do trecho)


Compasso
Em
qualquer compasso a figura que preenche um tempo chama-se unidade de tempo e a figura que preenche um compasso chama-se unidade de compasso.

Os compassos se dividem em duas categorias: simples e compostos. São representados por uma fração
ordinária colocada no princípio da pauta, depois da clave.


Compassos Simples
Compassos
Simples são aqueles cuja unidade de tempo é representada por uma figura divisível por 2.

Tais figuras são chamadas simples, isto é, são figuras não pontuadas.

Vejamos por exemplo, um compasso
qualquer (binário, ternário ou quartenário) no qual a unidade de tempo seja semínima ou a colcheia. A semínima vale 2 colcheias, e a colcheia vale 2
semicolcheias, logo ambas são divísíveis por 2. Por conseguinte os compassos que tiverem a semínima ou a colcheia como unidade de tempo serão compassos simples.

Vamos analisar agora os termos das frações que representam os compassos simples

O numerador determina o n[umero de tempos do compasso. Os algarismos que servem para numerador dos compassos simples são: 2 (para binário), 3 (para o ternário) e 4 (para o quartenário).

O denominador indica a figura que representa a unidade do tempo.

Os números que servem como denominador são os seguintes:

1 – representando a semibreve (considerada como unidade)
2 – representando a mínima (metade da semibreve)
4 – representando a semínima (quarta parte da semibreve)
8 – representando a colcheia (oitava parte da semibreve)
16 – representando a semicolcheia (décima sexta parte da semibreve)
32 – representando a fusa (trigésima segunda parte da semibreve)
64 – representando a semifusa (sexagésima quarta parte da semibreve)

QUADRO DE TODOS OS COMPASSOS SIMPLES
COM SUAS UNIDADES DE TEMPO E COMPASSO


COMPASSOS BINÁRIOS

Binário
COMPASSOS TERNÁRIOS

 

  

Ternário

 

COMPASSOS QUARTENÁRIOS

 

 

Quartenário 

Capítulo 7: Relação dos Acordes e
Escalas

Durante esse estudo pouco abordamos sobre os Acordes. Nesse Capítulo tentaremos fixar mais em sua mente a importância e aprender a formação dos acordes e todas as notas que irão fazer parte dela.

Estamos mudando um pouco de assunto, visto que os capítulos anteriores foram colocados muitos estudos teóricos e de difícil assimilação rápida. Portanto
para o nosso estudo não se tornar cansativo vamos voltar a fazer uma abordagem prática sobre os acordes.

Nos primeiros capítulos demos uma breve pincelada nesse assunto, somente com o intuito de você ficar por dentro do que iremos explicar aqui.

Vamos saber então o que é uma Escala.

Se você já é aluno de violão, guitarra já deve ter visto esse termo. Escala nada mais é do que  um conjunto de notas que irão fazer parte na formação dos
acordes.

Por exemplo, a escala de dó.

dó ré mi fá sol lá si

Neste conjunto de notas iremos formar os acordes da tonalidade de dó maior.

Escala
Maior

A escala maior é formada por:

-
Escala de dó maior:

nota fundamental dó

2
tons ré, mi

1
semi tom (1/2 tom) fá

3
tons sol, la, si

1
semi tom (1/2 tom) dó

-
Escala de
sol maior:

nota
fundamental sol

2
tons lá, si

1
semi tom (1/2 tom) dó

3
tons ré, mi, fá#

1
semi tom (1/2 tom) sol

Escala Menor

A
escala menor é formada por:

-
Escala de la menor:

nota fundamental lá

1
tom si

1 semi
tom (1/2 tom) dó

2
tons ré, mi

1
semi tom (1/2 tom) fá

2
tons sol, lá

-
Escala de mi menor:

nota fundamental mi

1
tom fá#

1
semi tom (1/2 tom) sol

2
tons lá, si

1
semi tom (1/2 tom) dó

2
tons ré, mi

 

Os Relativos

Se observarmos atentamente notaremos que as mesmas notas que formam a escala de dó maior são as mesmas que formam a escala de lá menor, bem como as notas da escala de sol maior são as mesmas da escala de mi menor.

Portanto,
são tons relativos:


maior e lá menor

dó#
maior e lá# menor


maior e si menor

ré#
maior e dó menor

mi
maior e dó# menor


maior e ré menor

fá#
maior e ré# menor

sol
maior e mi menor

sol#
maior e fá menor


maior e Fá# menor

lá#
maior e sol menor

si
maior e sol# menor

Toda tonalidade maior tem como seu tom relativo uma tonalidade menor, e toda tonalidade menor tem com seu tom relativo uma tonalidade maior.

Capítulo 8: As Duas Mãos

Quando tocamos, algumas coisas deverão ficar bem claras:

Na sua opinião,quando tocamos nós estamos solando (tocando a melodia e harmonia), acompanhando alguém cantando ou algum instrumento solando ou estamos acompanhando um conjunto com vários outros instrumento musicais ?

Bom se você achou que todas se encaixam, você errou! O método mais apropriado que servirá de grande auxílio para sua aprendizagem é se você colocar na cabeça que quando tocamos estamos acompanhado alguém cantando ou algum instrumento solando e estamos acompanhando um conjunto com vários instrumentos musicais.

Este método resume-se em uma única maneira de harmonia:

 

Na mão esquerda com acordes abertos,

Na mão direita com acordes na 1a inversão.

Mão Esquerda (Acorde Aberto)

Um acorde aberto é necessário na mão esquerda pois com esta mão geralmente toca-se os sons mais graves, consequentemente, se tocarmos o acorde na sua posição fundamental soará de maneira ofuscada.

Quanto mais grave for um acorde, mais aberto deverá ser sua formação

Um acorde aberto abrange uma oitava, no caso de C até C:

é
formado por:

a)
Nota fundamental do acorde C;

b)
Quinta G;

c)
Nota fundamental do acorde uma oitava acima C;

Acorde de C:

 

  

Mão Esquerda

 

E isto serve para todos os demais acorde da escala e também para outras escalas

 

 

Mão Direita (acorde na 1a inversão)

A mão direita tocará o mesmo acorde, no caso C, na primeira inversão, arpejado ou batido.

a)
Segunda nota do acorde (E)

b)
Terceira nota do acorde (G)

c)
Nota fundamental uma oitava acima (C)


Mão Direita
 

Capítulo 9: Inversão de Acordes

 

Os acordes vistos anteriormente estão em sua posição fundamental, ou seja, estão formados a partir na nota fundamental do acorde (1a nota da escala).

Podemos também começar a formar os acordes a partir da segunda nota (3a) ou da terceira nota do acorde (5a).

Tomamos por exemplo o acorde de C.

 

Posição Fundamental


Posição Fundamental
 

Primeira Inversão

Inversão 1

Segunda Inversão

Inversão 2 

Exercício:

Bom para você pegar uma certa agilidade nesse aprendizado estaos passando abaixo um exercício ideal para aprender essa inversão dos acordes. Pratique bastante!

Toque as progressões a seguir arpejando com o baixo aberto na mão esquerda e o acorde batido (sem arpejo) na 1a inversão com a mão direita:

 

C F C7 F Fm C

C Am F G G7 C

 

C F G C Am Dm

G C

 

D
G D7 G Gm D

D
Bm G A A7 D

 

D
G A D Bm Em

A
D

 

E
A E7 A Am E

E
C#m A B B7 E

 

E
A B E C#m F#m

B
E

 

C F G C Am Dm

G C

 

F Gm7 Bb F Dm7 Gm7

Bb F

 

C G Am7 G C G

Am7 D G

 

D
G A D G D

C
A7 D F#m G A

D
G D Em A D D7 G
A F#m Bm Em

A D G A D

 

C G Am F G Am

Dm7
Em7 F Em7 Dm G

C

 

E
A B E A B

E
F#m C#m G#m B E

Capítulo 10: Acordes com Baixo em outra Nota


São acordes tocados na mão direita em sua posição fundamental ou invertidos, e com a mão esquerda apenas a 1a e a 8a nota do acorde.

Um exemplo, chamamos de: dó com baixo em mi”


Acorde Baixo

 

Outro exemplo: chamamos de “sol com baixo em si”

Acorde Baixo 

E
ainda dentre muitos outros “lá com baixo em dó sustenido”

Acorde BaixoBem
como muitos outros:

D/E ré com baixo em
mi

E/G#
mi
com baixo em sol sustenido

D/F#

com baixo em fá sustenido

Am/G

menor com baixo em sol

G/A
sol
com baixo em lá

C/G

com baixo em sol

Bb/D
si
bemol com baixo em ré

F/A

com baixo em lá

Dm/F

menor com baixo em fá

D/A

com baixo em lá

C/G

com baixo em sol

F#m/E

sustenido menor com baixo em mi

EXERCÍCIO No 2

A
exemplo do exercício no 1, toque as seguintes progressões harmônicas:

G
G/B C D G D/F#

Em
Bm7 C A7 D

 

G
G/B C D D/C G G/B D D/C G D/F# Em

C
D G D/F# Em C

D G

C C/E F Am G D/F# G C C/E F Am G D/F#
G E Am Am/G F D/F # G E Am Am/G F D/F# G

 

E
E/C# A B G#m C#m

F#M
B G#m C#m F#m B

modulação Bb C

F F/A Bb C Am Dm

Gm C Am Dm Gm C

F

Note
que estávamos tocando em E, logo mais, passamos a tocar em F, isto chama-se modulação de tonalidade.

 

Capítulo 11: Acordes com Sétima Maior (7M) e Nona Maior (9)

Acordes com Sétima Maior (7M)

A sétima maior (7M ou maj7) é a sétima nota da escala, distante da oitava nota apenas um semitom:

Tomando com exemplo a escala de C:

Temos:
C D E F G A B C

1a 2a 3a
4a 5a 6a 7a 8a

Sua formação

a) A nota fundamental do acorde que na qual leva o nome do acorde (C no caso)

b) Uma terça (E)

c) Uma quinta (G)

d) Uma sétima maior (B)

1a 3a 5a 7a ou C E G B

Consequentemente o acorde de C:

Setima Maior 

A sétima maior (7M) deve ser praticado em todas as notas.

 

Acordes com Nona Maior (9)

Assim com a sétima maior (7M), o acorde com nona maior (9) é o acréscimo da nona nota da escala ao acorde.

 

Tomando
com exemplo a escala de C:

 

Temos:
C D E F G A B C D

1a 2a 3a
4a 5a 6a 7a 8a 9a

Sua formação

 

a) A nota fundamental do acorde que na qual leva o nome do acorde (C no caso)

b) Uma terça (E)

c) Uma quinta (G)

d) Uma nona maior (D)

1a 3a 5a 9a ou C E G D

Consequentemente o acorde de C:

 

 

Nona Maior

 

Capítulo 12: Técnica Musical no Teclado

 

 

Este capítulo serve pra amenizarmos um pouco a situação, já que colocamos nas liçoes anteriores muitas coisas complicadas e que precisam ser estudadas com calma pra que não haja dúvidas no decorrer de nosso aprendizado. Irei colocar aqui uma coisa muito importante que servirá de base não só para o Teclado, como também para os demais instrumentos. Abordaremos aqui um conjunto de dicas e técnicas para uma boa sincronia com seu teclado.

Se você usa a técnica correta, automaticamente você está economizando vários movimentos que são desnecessários, ganhando assim em velocidade, limpeza
sonora, terá uma “pegada” mais correta e obviamente se cansará menos.
O problema é que a maioria dos músicos autodidatas desconhecem a primordial necessidade de uma técnica apurada e muitos se metem a dar aula sem cuidados nessa área tonando-se então fazedores de músicos defeituosos.

Um aluno que não tem um alicerce de técnica demora muito mais para fazer proezas em seu instrumento, enquanto que o aluno preocupado em desenvolver e
manter uma técnica apurada logo será um virtuoso. Por isso é comum ver alguém que faz aula há um ano tocar melhor do que outro que faz aula há dois.


QUAL A TÉCNICA CORRETA?

Os nossos dedos são por natureza despreparados e sem a coordenação motora necessária, por isso são desobedientes ao comando do cérebro. Por exemplo:
determinado exercício pode pedir que você movimente apenas um dedo mantendo os demais fixos em outras posições mas você não consegue fazer com que eles obedeçam apesar de ter entendido como fazê-lo.

Para corrigir essa falha existem exercícios especiais que só terão validade se seguidos à risca, são os chamados exercícios de digitação. Neles não importa a
melodia e sim os movimentos, portanto não são para fazer música e sim para fazer um bom músico.

Imagine que você seja um empresário que está precisando de uma secretária e apareçam duas candidatas ao cargo: uma sabe datilografar com destreza, usando todos os dedos e uma sincronia perfeita. Já a outra, despreparada, só sabe bater à máquina com dois dedos, fica procurando a letra no teclado e demora uma eternidade para acabar com o texto, pois bem, qual das duas você empregaria?

As duas sabem escrever, mas o que fez a diferença? A técnica! Assim também é com os músicos. Para ter uma técnica correta é necessário:

DISCIPLINA

Mais vale meia hora ao dia praticando do que só pegar no instrumnto no domingo e passar o dia inteiro. O mínimo ideal seria de duas horas por dia que podem ser divididos pelo decorrer do mesmo. Você deverá estar relaxado, atento apenas para o seu estudo, livre de interrupções, numa postura correta e confortável.

Perceba se você toca encurvando-se sobre o instrumento, cuidado com sua coluna!
Seja crítico e exigente com você mesmo, só mude para o próximo exercício após dominar o anterior e preste atenção nos detalhes e nas manias erradas que devem ser tiradas.

Deixe de lado toda preguiça, faça dessas horas uma obrigação, aprenda a sentir falta de praticar. Faça os exercícios exatamente como é pedido, não dê
“jeitinhos” para facilitá-los, somente a prática constante irá facilitar a tornar menos cansativo qualquer exercício.

METRÔNOMO:Esse deve ser seu companheiro inseparável! O metrônomo, além de medir seu desempenho vai lhe manter dentro do andamento correto. Com o metrônomo você adquirirá confiança e segurança e irá conhecer seus limites de velocidade para então superá-los. Mas não se afobe! Aprenda a tocar lentamente,
“pianíssimo”, sentindo cada nota, a vibração, a duração, as pausas, etc. Quem pratica com metrônomo vai longe…


AQUECIMENTO:
Como qualquer outra atividade física a prática no instrumento deve ser precedida de uma aquecimento. Sair já tocando afobadamente, com a mão “fria” só
fará mal para os seus tendões e poderá trazer problemas adiante.

Capítulo 13: A importância dos
Editores de Partituras

Este assunto não é diretamente ligado ao teclado, mas tem muita importância na media que aborda sobre editores de partituras. Hoje em dia com o auxílio do computador você pode organizar suas partituras de teclado de uma maneira extremamente profissional. Com o auxílio de um editor musical e de um teclado padrão MIDI acoplado ao micro, podemos rapidamente copiar uma partitura com uma qualidade impressionante.

O Computador entrou no cotidiano da música pelas mãos dos músicos de estúdio, e daqueles que já tinham alguma intimidade com instrumentos eletrônicos, como os sintetizadores, por exemplo. Os instrumentistas “acústicos” – principalmente os “eruditos”- não viam com bons olhos aquela máquina que, algum dia, poderia substituí-los. Esse quadro, porém, está se revertendo rapidamente.

Mais e mais músicos estão descobrindo no computador um versátil instrumento de apoio as suas atividades. Seja na cópia de partituras, na elaboração de arranjos ou no preparo de material para atividades didáticas, o computador consegue ganhos de qualidade e agilidade. Ou seja, um ganho de tempo que proporciona ao músico maior liberdade para as atividades criativas.

Vamos analisar, por exemplo, o editor de partituras ENCORE 4.0 *(que pode ser encontrado em nosso site na seção de programas), da empresa norte-americana PASSPORT. Por sua versatilidade, facilidade de uso e quantidade de recursos, esse programa tem sido um dos mais utilizados por músicos profissionais que trabalham em computadores tipo PC ou Macintosh.

O primeiro Passo é saber se você precisa realmente de um editor de partituras.
Será que vale a pena trocar sua caneta por um computador? Vejamos:

Você tem que copiar ou criar muita música?

Sua banda depende do trabalho de voluntários (com caligrafia nem sempre muito clara) para fazer as cópias das músicas que tocam?

Você é professor e gostaria de ver impressos todos aqueles exercícios e estudos que escreveu para seus alunos?

Você dá aulas de harmonia e acha importante que os alunos possam visualizar a grafia dos exercícios que realizam?

Você até hoje se atrapalha quando escreve partes para instrumentos transpositores e considera um castigo divino quando descobre que tem que mudar o tom de um arranjo que acabou de escrever?

Você costuma, de vez em quando, pular alguns compassos em suas cópias, que depois devem ser acrescentados por cima dos outros em forma de “papagaios”de papel?

Você odeia tocar em partes fotocopiadas?


Basta ter respondido “sim”a uma destas questões, para saber que um editor de partituras certamente poderá mudar sua vida. Com ele, você coloca na
memória do computador a grade da música que quer imprimir, podendo modificá-la, transpô-la e, finalmente, quando tudo estiver pronto, imprimi-la no papel. Além disso, vale dizer que você precisa escrever somente a grade geral; as partes individuais são geradas automaticamente!

E tem mais. Com os recursos que um editor de partituras possui, você ainda pode escrever as notas com o “mouse”, colocando-as uma a uma no
pentagrama, ou utilizar o teclado do micro, como se fosse um piano. Também é possível acoplar ao micro um teclado musical, onde as notas que você executa vão sendo automaticamente escritas no pentagrama.

Para aqueles que são bons tecladistas, essas entradas de notas podem ser feitas em “tempo real”, onde o computador anota automaticamente o ritmo executado. Qualquer trecho, ou mesmo toda a música, pode ser facilmente transposto. Assim, se um instrumento dobra outro, basta escrever uma vez a parte e depois copiá-la para os outros instrumentos, ou para lugares onde o trecho se repete.

E se você descobrir, no meio da cópia, que sua música soaria melhor em dois por quatro e não em quatro por quatro? Muito trabalho? Não. O programa pode
reescrever tudo automaticamente. Uma vez escrita a grade, o micro extrai as partes que você desejar e comprime as pausas.Assim, se um instrumento não toca por 20 compassos, será criado na parte um compasso de apusa com o número 20 sobre ele.

No caso de músicos com deficiência visual, para os quais os papéis de música convencionais não são fáceis de ler, o editor pode gerar desde partituras de
bolso até partes com notas gigantescas.

Mais ainda: se você escreve livros didáticos sobre música, saiba que é possível retirar trechos feitos no editor de partituras e inseri-los dentro de um editor
de textos. Além disso, o programa ainda tem recursos especiais para anotação de partes para violão e guitarra – tanto por notas quanto por cifras; a escrita de letras nas músicas, facilitando a elaboração de partituras corais; e a notação de instrumentos de percussão, com todos os símbolos necessários.

No início e meados da década de 80, muitas pessoas (como eu próprio) compraram um computador simplesmente para usar o editor de textos. Um programa como o editor de partituras justifica hoje a compra de um computador para quem precisa escrever muita música.

O ENCORE, por exemplo, pode transformar em música aquilo que você escreve. Esse é um recurso valiosíssimo para arranjadores e compositores, que podem ter uma idéia clara daquilo que conceberam sem ter que usarem os músicos como “cobaias”.

Por outro lado, para um estudante de música, o Encore proporciona um laboratório eficiente de aprendizagem, onde pequenas idéias podem ser metamorfoseadas e vivenciadas sonoramente, até transformarem em música.

Capítulo 14: Agilizando a entrada de Notas via Teclado

Neste capítulo vamos abordar um assunto que tem ligação do teclado com o programa de partituras Encore, na qual eu considero o melhor do gênero. Já demos algumas dicas desse programa durante esse mini-curso e agora finalizeramos com outras informações.

Escrever uma partitura sem o uso de um teclado de piano, (sintetizador), pode ser muito demorado, principalmente para quem não tem muita experiência com o Encore.

Como em vários softwares, de música ou não, assim como em todos os sistemas operacionais para microcomputadores, o Encore dispõe de teclas de atalho para
agilizar o trabalho de que escreve direto no teclado do computador.
Evidentemente é preciso usar o mouse também, mas fica muito mais rápido escrever usando a combinação teclado/mouse.

Eis alguns atalhos de muita utlidade para escrever com rapidez uma partitura.

Começando pelos números, que se referem aos valores rítmicos:

Simbolos

As outras teclas também são de grande utilidade:

E – Borracha
R – Alterna entre pausas e notas
T – Quiálteras
A – Seta
S – Sustenido
F – Bemol
D – Ponto de aumento
Shift + D – Duplo ponto de aumento
N – Bequadro

Quanto mais se pratica, como em tudo, mais habilidade e presteza se adqüire. Pratique.

Capítulo 15: Duração

Já falamos sobre intervalos de tempo durante esse mini-curso porém nao aprofundamos sobre um ítem importantíssimo: A duração.

A duração é um intervalo de tempo. É o tempo entre o início e o final do evento sonoro. Poderíamos medir esse tempo em termos de segundos. Um maestro poderia dizer ao primeiro violino: toque um Si por 4.56 segundos.

Essa não é, no entanto, a maneira pela qual os músicos representam a duração de um evento sonoro.


A duração de uma nota é representada, em uma partitura, por meio de uma convenção de sinais que já dura alguns séculos. Nesse tipo de notação usual,
não se especifica a duração em termos absolutos. Os símbolos contidos em uma partitura jamais dizem para um músico: “toque uma nota tal durante tantos
segundos”. Uma partitura diz ao músico: “toque uma nota longa” ou “toque uma nota com duração igual a metade da duração de uma nota longa” ou “um quarto da duração”e assim por diante. Os símbolos e as durações representadas por eles estão na Figura 1.1.

Notas 1Note
que esta notação representa a duração relativa entre as notas. A partir da tabela da Figura 1.1 podemos deduzir não só as relações entre a semibreve e as outras figuras mas entre as figuras entre si. Por exemplo: qual a relação entre a duração da colcheia e a da mínima? Ora, se as duas mínimas equivalem a
uma semibreve e oito colcheias equivalem a uma semibreve, então quatro colcheias equivalem a uma mínima.


O que é importante é que na notação tradicional da partitura, não se exprime tempo absoluto mas tempo relativo. Cada figura exprime um tempo que não
tem sentido isolado mas somente em conjunto com as outras. Por isso uma partitura pode ser tocada mais lenta ou mais rapidamente. Quando uma partitura
é tocada em uma velocidade diferente, a relação entre as durações das notas não muda.


A notação de duração é conhecida habitualmente pelos músicos como notação rítmica. Uma combinação de diversas notas de diferentes durações sempre denota um ritmo ou padrão rítmico.


Podemos representar um padrão rítmico combinando vários símbolos de duração. Veja o padrão rítmico da Figura 1.2, por exemplo. Nela estão quatro figuras
rítmicas: uma semibreve seguida de duas semínimas e uma mínima.

Notas 2 

Qual a duração que cada uma dessas quatro figuras representa?

Em termos de duração relativa à semibreve, as semínimas valem um quarto da duração desta e a mínima vale metade.

Vamos supor que a primeira figura (a semibreve) durasse um segundo. A segunda figura (a semínimas) duraria um quarto de segundo, pois ela vale sempre um quarto do que vale a semibreve. A terceira figura também duraria uma quarto de segundo. A quarta (a mínima) duraria meio segundo, pois sempre vale a metade da semibreve.

Imagine, por outro lado, que resolvêssemos fazer a semibreve durar dois segundos. A duração das outras três figuras seria, respectivamente: meio segundo, meio segundo e um segundo.

É claro que um músico, para tocar, não fica pensando no valor das durações em termos de segundos. O que ele pode fazer é, por exemplo, bater com o pé uma marcação fixa de tempo e pensar: o “TOC-TOC-TOC” do meu pé está tocando uma porção de semínimas, uma após a outra.

Tendo uma marcação rítmica fixa no pé, ele pode bater com a mão o padrão rítmico, usando o pé (as semínimas constantes) como guia.

Vamos supor que o músico tenha de tocar uma semibreve com a mão. Ele sabe que cada semibreve tem uma duração igual à duração de quatro semínimas. Se ele está batendo com o pé uma porção de semínimas e a semibreve vale quatro semínimas, ele sabe que, para tocar uma semibreve com a mão, terá de tocar durante um tempo igual a quatro batidas do seu pé (as semínimas).

Escrever a divisão rítmica de uma dada melodia na notação habitual de partituras não é uma tarefa trivial. Também não é trivial o contrario, ou seja, ler uma dada divisão rítmica numa partitura e tocá-la com precisão. Essas tarefas são chamadas, respectivamente, de “Ditado Rítmico” e “Solfejo Rítmico”. Elas tomam boa parte do tempo de estudo do músico.

Como  dizia anteriormente, a partitura exprime a relação de duração entre as diversas notas e não as durações absolutas.

Suponhamos que haja centenas de notas em uma partitura. As durações relativas de todas elas já estão especificadas e basta que apenas UMA das durações absolutas das figuras seja especificada para que todas as outras também o sejam.

Numa partitura tradicional, o valor absoluto da duração de uma figura é indicado colocando-se no alto da partitura uma marcação como a da Figura 1.3.


Nota 3

A figura mostra uma semínima sendo igualada ao número 60. Isto significa que, nesta partitura, a semínima vale “1/60 de minuto”ou um segundo. Se o
número fosse igual a 80, a semínima valeria 1/80 de minuto ou 0,75 segundos.

Esta marcação é conhecida como marcação de tempo ou andamento.

Ora,
se a semínima vale um segundo, podemos deduzir quanto valem todas as outras figuras rítmicas: a semibreve valerá 4 segundos (a semínima vale sempre um quarto dela), a mínima valerá 2 segundos etc.

Na verdade, esta marcação, que aparece no alto das partituras, normalmente é usada em conjunto com um aparelho chamado Metrônomo. Este aparelho é uma espécie de “pé automático”. Ele faz uma porção de ruídos semelhantes a estalidos, igualmente espaçados. A duração do intervalo entre os estalos é
regulável por um marcador. Sob o marcador existem números escritos. Se o instrumentista vai iniciar o estudo de uma peça que tem uma marcação de tempo
como a apresentada na figura anterior, ele regula o metrônomo para o número correspondente à marcação da partitura. Ele sabe que as batidas do aparelho
serão figuras iguais à figura que está sendo igualada ao número. No exemplo da figura, o instrumentista regularia o metrônomo para 60 e saberia que cada
batida deste estaria representando uma semínima.

Se ele quisesse tocar uma semínima, bastaria ele tocar uma duração igual à batida do metrônomo. Se quisesse tocar uma mínima, tocaria uma duração igual a duas batidas do metrônomo etc.

Final: Término do Curso

Chegamos ao final de nosso Mini-Curso de Teclado. Considero que para um mini-curso básico trouxemos as informações primordiais para você iniciar na arte das teclas musicais.

Certamente colocamos aqui um apanhado do que é mais importante para esse aprendizado inicial. É sempre bom lembrar que isso é um Mini-Curso, portanto não se baseie somente nesses estudos. Isso serve somente para dar um empurrãozinho em quem gostaria de aprender sobre este instrumento.

Fico agradecido pelos e-mails de elogios e sugestões dadas até hoje no transcorrer desse curso. Desejo a todos vocês um bom aprendizado. Tenha paciência e estude com carinho cada lição aqui para que não surja dúvidas.

 

Um grande abraço à todos e espero que tenham gostado de tudo.